Evite a Síndrome de Burnout

A Síndrome de Burnout é um tema que envolve a área profissional e tem recebido destaque nos últimos tempos, pois envolve a saúde humana e, com as exigências do mercado, a concorrência e as cobranças do dia-a-dia, acometem cada vez mais seres humanos.

Quando uma pessoa atinge o esgotamento profissional e o estresse em estado extremo e crônico, ela adquiriu a Síndrome de Burnout e, a partir de então, perde suas energias físicas e emocionais, por conta de uma rotina profissional desgastante.

Com a pandemia gerada pelo coronavírus (Covid-19), o número de pessoas que apresentaram a Síndrome de Burnout cresceu consideravelmente e, no pós-pandemia, os casos deverão aumentar ainda mais. E os motivos são óbvios: isolamento social, falta de atividades de lazer, o número assustador de óbitos e infectados pela Covid-19 e, principalmente, o novo formato de trabalho e mudanças na rotina profissional, que trouxeram às pessoas o medo de perder o emprego e a autocobrança por gerar resultados.

Tais evidências são comprovadas com os números apresentados em uma pesquisa realizada pela Harris Interactive, que concluiu que 44% dos brasileiros entrevistados relataram uma sensação de Burnout no atual momento. O Brasil foi o primeiro país da lista do levantamento que contou com a participação de mais sete países, entre eles, Estados Unidos, Austrália, Índia e Singapura.

De acordo com o diretor da NewAge Brasil e especialista na busca do equilíbrio da vida e da felicidade, Maurício Patrocínio, o adoecimento das pessoas neste momento tem todas as justificativas. “Vivenciamos a maior crise de saúde e econômica global dos últimos 100 anos e uma crise histórica de identidade e presença”, explica Maurício. Infelizmente, as consequências da pandemia para a saúde, economia e social tendem a ser de longo prazo.

O encontro do equilíbrio

O momento pede cautela! O trabalho é necessário, porém, é apenas uma parte da vida que, muitas vezes, recebe mais valor e atenção do que normalmente tem. Por isso, quando a pessoa percebe que está com os sintomas da Síndrome de Burnout é preciso parar, pensar e encontrar o equilíbrio entre o trabalho e a felicidade.

“Esse processo pode ser feito por meio do autoconhecimento e de atitudes diárias que ajudarão as pessoas a desconectarem e a conectarem nos momentos certos. O equilíbrio entre o trabalho e o lazer, para alcançar a felicidade e uma vida mais saudável”, salienta Maurício, que fala sobre a “obrigatoriedade de parar”, “aprender que o sucesso não é sinônimo de sofrimento”, “a libertação do medo”, “investir no autoconhecimento e no planejamento” e a necessidade de “fugir da epidemia empresarial”. Clique aqui para saber mais.

A síndrome pode ser identificada a partir de três situações:

  • Sentimentos de exaustão ou esgotamento de energia;
  • Aumento do distanciamento mental do próprio trabalho, ou sentimentos de negativismo ou cinismo relacionados ao próprio trabalho;
  • Redução da eficácia profissional

Quais os sintomas mais comuns da Síndrome de Burnout?  

  • Distúrbios do sono
  • Dores musculares e de cabeça
  • Irritabilidade
  • Alterações de humor
  • Falhas de memória
  • Dificuldade de concentração
  • Falta de apetite
  • Agressividade
  • Isolamento (nos estágios iniciais parece que o indivíduo evita o contato com as demais pessoas; porém, em estágios mais avançados pode-se desenvolver irritabilidade no contato com outras pessoas)
  • Estado de humor deprimido
  • Pessimismo e baixa autoestima
  • Sentimento de apatia e desesperança (este é um dos sintomas que mais leva aos diagnósticos errados da doença)
  • Irritabilidade exagerada (a irritabilidade surge devido ao sentimento de pessimismo e baixa autoestima, acreditando que aquilo que se faz não é bom o suficiente)
  • Perda de prazer (inicia-se como algo simples, mas gradativamente, torna-se evidente, como a perda de prazer por comidas ou atividades que antes gostava de praticar, momentos com a família etc.).
  • Maior suscetibilidade a doenças (como a Síndrome de Burnout mexe com o físico e psicológico, portanto, baixa a imunidade da pessoa, tornando-a mais suscetível ao aparecimento de doenças oportunistas).

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *