Julgamento: o equilíbrio é chave principal

É da natureza humana fazer julgamentos ao próximo. Seja pelos erros ou acertos, nada passa sem a opinião de alguém. Ainda que se tenha o mais claro conhecimento sobre o que é julgamento, evitá-los é impossível. De acordo com a analista comportamental, Marilza Baumbach, o julgamento é uma habilidade do ser humano para sobreviver e está ligado diretamente as suas escolhas: o certo e errado, o bem e o mal.

“Posso dizer que o julgamento é uma ação comum e que está intimamente ligada às nossas percepções, experiências, valores e crenças, e, por isso, um julgamento pode ser benéfico ou maléfico a nossa própria vida e àqueles que estão próximos de nós”, esclareceu Marilza.

Julga-se aos outros e a si mesmo, mas a tendência é julgar muito mais negativamente o outro. O problema se apresenta quando não existem filtros e ignora-se as percepções, valores e crenças do próximo que, certamente, são diferentes de qualquer pessoa. O julgamento apresenta riscos e, quando se torna um hábito, é extremamente nocivo.

O julgamento no ambiente corporativo

Qual o ambiente empresarial que está livre do julgamento (sendo a maior parte deste julgamento de origem negativa)? Desta forma, é importante aprender a lidar com o julgamento (seja recebendo ou fazendo). Segundo Marilza, atualmente, uma das competências exigidas do trabalhador é a Inteligência Emocional, na qual saber lidar com a crítica e o julgamento é um dos quesitos para um crescimento na carreira.

“Alguns julgamentos nos ajudam a crescer e desenvolver ainda mais o nosso potencial, mesmo que este não seja um elogio. Outros julgamentos podem remeter a uma baixa na produtividade, além do desanimo por parte do colaborador”, explicou a terapeuta comportamental, que completou. “Os prós e contras de um julgamento dependem de quem e como foi emitido, assim como de quem recebe. Alguém pode compreender um julgamento positivo de forma errada e deixar de produzir a contento, pois podem gerar uma certa confiabilidade e deixar o colaborador descuidado em suas funções”, completou.

Como se defender

É fundamental saber lidar com o julgamento, tanto positivo quanto negativo. E para isso, é necessário desenvolver a inteligência emocional, além de procurar um aprendizado em cada julgamento. É preciso saber se controlar e não descontar a frustação nos outros, bem como não revidar. A dica é desenvolver o autocontrole para não atrapalhar a produtividade.

Como evitar o julgamento

Marilza orienta que, em primeiro lugar, é necessário reconhecer que todos somos julgados e julgamos, e que a chave para o sucesso é o equilíbrio. Algumas situações que auxiliam a compreender e refletir sobre como evitar o julgamento são:

  • Olhar para si mesmo e compreender que nossos valores e crenças são diferentes dos demais;
  • Ter empatia com o outro. Olhar mais atento às necessidades dos outros;
  • Estar atento às situações: ouça, enxergue, fale o necessário e que agregue aprendizados;
  • Não rotular as pessoas;
  • Receba um julgamento e tente exercitar ao máximo não julgar. Fique com o aspecto positivo.

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